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Exposição Trilhos e Sonhos

2000

O acervo fotográfico do Museu reúne imagens de 1860 a 1950. Nele estão presentes retratos avulsos e em álbuns, fotografias de eventos familiares, paisagens urbanas, principalmente de São Paulo, na forma de cartões postais e álbuns comerciais. 

Há também fotografias que documentam obras de engenharia, como no caso da coleção Dana Merril, fotógrafo responsável por fazer registros da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Rondônia).

A coleção Dana Merrill é formada por um conjunto de 185 negativos flexíveis adquiridos do jornalista e sertanista Manoel Rodrigues Ferreira (1915-2010), autor de “A ferrovia do diabo”, de 1962, sobre a saga da construção da ferrovia Madeira-Mamoré. 

Estima-se que a produção fotográfica de Dana Merrill no período em que permaneceu na Amazônia seja muito maior do que o conjunto adquirido pelo Museu Paulista. 

Na década de 1910, a estrada entra em funcionamento e se mantém ativa até 1966, quando cai em desuso por uma série de fatores, entre eles a difícil adaptação das pessoas ao clima, doenças e dificuldades de acesso e comunicação com o entorno da região. 

As fotografias de Merril reaparecem em São Paulo nos anos 1950. Elas foram compradas por Manoel Rodrigues Ferreira e foram integradas à coleção do Museu Paulista em 1999, graças à doação patrocinada do BNDES, por meio da Lei Rouanet.

Parte do conjunto adquirido integra a exposição Trilhos e Sonhos, inaugurada no dia 27 de janeiro de 2020, no saguão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. 

Foram expostas cerca de sessenta fotografias que revelam como viveram e trabalharam os homens e mulheres que participaram da tentativa de abertura do primeiro caminho artificial na Amazônia, entre 1907 e 1912.

A estrada de ferro contava com 400 quilômetros de extensão e margeava os dois rios afluentes do Amazonas: os rios Madeira e Mamoré. Seu objetivo era servir de escoamento da produção de borracha, que na época era responsável por 40% das exportações do país. Inicialmente, ela ligaria o povoado de Santo Antônio, no estado de Rondônia, a Guarajá-Mirim, na fronteira do estado com a Bolívia. 

Em 1909, é criada a empresa norte-americana Madeira-Mamoré Railway e a obra é iniciada. Em seguida, Dana Merril é contratado para documentar o trabalho, mas acaba registrando também a floresta antes e depois da obra, assim como o dia a dia da equipe envolvida na construção. Todo esse processo foi registrado em negativos de vidro até 1910. 

Referências:

Texto do catálogo da exposição Trilhos e Sonhos: Link

Folha de Londrina, Fotos que documentam a construção da Madeira-Mamoré expostas pela primeira vez no Rio, 21 de janeiro de 2000. Link

Catálogo

 

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Published in 8/09/2021

Updated in 26/11/2021

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