Monumento comemorativo da Independência

07/09/1823
 Audiodescrição: Pintura de Edmund Pink, intitulada Vista do Ipiranga, local onde o atual imperador Dom Pedro, o então príncipe regente, declarou a independência do Brasil.  À frente, à esquerda, há campos arados ladeados por árvores. Ao centro, uma pessoa está em uma estrada de terra, a cavalo, de costas. Ela usa um chapéu e uma capa cinza, longa. À direita, sobre um gramado, há um cavalo amarrado a um tronco de árvore fino e longo; e há uma pessoa em frente a uma grande casa de paredes claras e telhado marrom. Um pouco mais atrás, à esquerda, há duas casinhas, ladeadas por árvores. Ao fundo há um morro com gramados, plantações, trilhas de terra, árvores e um céu enevoado com muitas nuvens. Fim da Audiodescrição.        
Edmund Pink, Vista do Ipiranga, local onde o atual imperador D. Pedro, o então príncipe regente, declarou a independência do Brasil, aquarela sobre papel, São Paulo, 1823. Créditos da imagem: Museu de Arte de São Paulo/MASP. Link.   
Audiodescrição: Pintura de Antônio Parreiras, intitulada Paisagem do Campo do Ipiranga. À frente há uma imensa área de terra avermelhada, com um mato seco que encobre parte de uma cerca de arame que está à esquerda e um pequeno morro à direita. Ao longe, à esquerda, em uma área gramada há um casarão branco e muitas árvores. Atrás, à direita, sobre um morro também gramado, há um imenso edifício bege, composto por três torres interligadas por galerias. Este é o Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga. Ao fundo há um céu azul repleto de nuvens brancas. Fim da Audiodescrição.     
Antônio Parreiras, Paisagem do Campo do Ipiranga, óleo sobre tela, 1893. Acervo Museu Paulista da USP. Domínio Público. Disponível em: Link  
(7.09.1823) - Iniciativa para construção do monumento no local da proclamação

Em setembro de 1823, durante as discussões na Assembleia Constituinte, surgiu a proposição de elevar a data de 7 de setembro à condição de festividade nacional. 

Também foi proposta a iniciativa de erguer no “lugar denominado Piranga” um monumento em memória do episódio da proclamação feita por D. Pedro. 

Mas os projetos não se concretizaram nesse momento. Algumas das razões foram a anulação da própria Assembleia Constituinte em 1823 e os desdobramentos da aprovação da Constituição, em 1824, além da Confederação do Equador, um movimento de caráter republicano e separatista que abalou o cenário político da época.

(2.09.1825) – Demarcação do local da proclamação 

Entre 1824 e 1825, o governo provincial e a Câmara Municipal de São Paulo encaminharam medidas para a demarcação do sítio do Ipiranga e construção de um monumento no local. Em 2 de setembro de 1825, foi colocado um marco que sinalizava o local preciso da proclamação. 

(12.10.1825) – Demarcação do local do monumento e colocação da pedra fundamental

Realização de um evento cívico para lançamento e colocação da pedra fundamental do futuro monumento. Tratava-se de uma espécie de obelisco que seria feito em cantaria, técnica baseada no entalhamento de pedras brutas. O projeto não chegou a ser realizado. 

Audiodescrição: Pintura de Henrique Manzo, intitulada Pedra Fundamental do Museu Paulista. Em uma área gramada, ao centro há uma construção alta, aberta nas laterais, coberta por um telhado marrom. Ao redor desta área coberta há várias bandeiras do Brasil e algumas bandeiras de outras localidades. No chão há muitas pessoas ao redor, de costas, olhando para o fundo, onde há muitas pessoas.À frente há uma área gramada com uma árvore, arbustos e uma trilha, na qual há duas pessoas a cavalo. À esquerda há um grupo de militares posicionados em duas fileiras, ao lado de uma banda. À frente do grupo há uma pessoa que segura a bandeira do Brasil. À direita há muitas carruagens estacionadas. Os militares usam uniforme composto por um casaco azul e calça branca.Ao fundo há montanhas, árvores e um céu azul repleto de nuvens brancas. Fim da Audiodescrição.       
Henrique Manzo. Pedra Fundamental do Museu Paulista, óleo sobre tela, 1882. Créditos da imagem: José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP, CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons.  
(1836-41) – Inclusão de cotas para a construção do monumento

Entre 1836 e 1841, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Provincial de São Paulo incluíram cotas destinadas à construção do monumento em seu orçamento. 

Referências:

OLIVEIRA, C. H. S. “Delimitação do lugar do ‘grito’”. In: WITTER, J. S.; BARBUY, H. (Orgs.). Museu Paulista: um monumento no Ipiranga (história de um edifício centenário e de sua recuperação). São Paulo: Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, 1997. 

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