Skip to content

Urbanismo

01/01/2001View on timeline

Civilização Maia 2.000 ac » 1.697 dc

Ainda que as cidades maias estivessem dispersas na diversidade da geografia da Mesoamérica, o efeito do planejamento parecia ser mínimo; suas cidades foram construídas de uma maneira um pouco descuidada, como ditava a topografia e declive particular. A arquitetura maia tendia a integrar um alto grau de características naturais. Por exemplo, algumas cidades existentes nas planícies de pedra calcária no norte do Iucatã se converteram em municipalidades muito extensas enquanto que outras, construídas nas colinas das margens do rio Usumacinta, utilizaram os declives e montes naturais de sua topografia para elevar suas torres e templos a alturas impressionantes. Ainda assim prevalece algum sentido de ordem, como é requerido por qualquer grande cidade.

No começo da construção em grande escala, geralmente se estabelecia um alinhamento com as direções cardinais e, dependendo do declive e das disponibilidades de recursos naturais como água fresca (poços ou cenotes), a cidade crescia conectando grandes praças com as numerosas plataformas que formavam os fundamentos de quase todos os edifícios maias, por meio de calçadas chamadas sacbeob (singular sacbe).

No coração das cidades maias existiam grandes praças rodeadas por edifícios governamentais e religiosos, como a acrópole real, grandes templos de pirâmides e ocasionalmente campos de jogo de bola[30]. Imediatamente para fora destes centros rituais estavam as estruturas das pessoas menos nobres, templos menores e santuários individuais. Entretanto, quanto menos sagrada e importante era a estrutura, maior era o grau de privacidade. Uma vez estabelecidas, as estruturas não eram desviadas de suas funções nem outras eram construídas, mas as existentes eram frequentemente reconstruídas ou remodeladas.

As grandes cidades maias pareciam tomar uma identidade quase aleatória, que contrasta profundamente com outras cidades da Mesoamérica como Teotihuacán em sua construção rígida e quadriculada.

Ainda que a cidade se dispusesse no terreno na forma em que a natureza ditara, se punha cuidadosa atenção à orientação dos templos e observatórios para que fossem construídos de acordo com a interpretação maia das órbitas das estrelas. Afora os centros urbanos constantemente em evolução, existiam os lugares menos permanentes e mais modestos do povo comum.

O desenho urbano maia pode descrever-se singelamente como a divisão do espaço em grandes monumentos e calçadas. Neste caso, as praças públicas ao ar livre eram os lugares de reunião para as pessoas. Por esta razão, o enfoque no desenho urbano tornava o espaço interior das construções completamente secundário. Somente no período pós-clássico tardio, as grandes cidades maias se converteram em fortalezas que já não possuíam, a maioria das vezes, as grandes e numerosas praças do período clássico.

null

0 comments

Comment

No comments avaliable.

Author

Info

Published in 20/05/2020

Updated in 19/02/2021

All events in the topic História da Construção:


Invalid DatePrimeiras construçõesPrimeiras construções
Invalid DateEvolução de Ferramentas e MateriaisEvolução de Ferramentas e Materiais
Invalid DatePrimeiros canais de irrigaçãoPrimeiros canais de irrigação
Invalid DateTemplos e PirâmidesTemplos e Pirâmides
Invalid DateFarol de AlexandriaFarol de Alexandria
Invalid DateCidades Estado - Cerãmica e VidroCidades Estado - Cerãmica e Vidro
Invalid Date"Parafuso""Parafuso"
Invalid DateArquitetura e Manuais de NormasArquitetura e Manuais de Normas
Invalid DateMotor de Explosão - Pontes de FerroMotor de Explosão - Pontes de Ferro
Invalid DateUrbanismoUrbanismo
Invalid DateMesquitasMesquitas
Invalid DateEngenheiros CivisEngenheiros Civis
Invalid DateMuralhaMuralha
Invalid DateTúneisTúneis
Invalid DateFormaçãoFormação
Invalid DateSustentabilidadeSustentabilidade
Invalid DateTransportesTransportes
Invalid DateGrandes BarragensGrandes Barragens
Invalid DateMega EstruturasMega Estruturas
Invalid DateESAI - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO IESAI - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO I