Naturalismo

01/01/1910View on timeline

Os acontecimentos históricos são tão importantes para as artes quanto os próprios instrumentos artísticos: pincel na pintura, caneta na literatura, movimento na dança e tantos outros. Por isso, para falar sobre um dos primeiros movimentos artísticos do século XX em Portugal é extremamente importante que o contexto da época seja compreendido. 

O ano é 1910, e Portugal passava pela transição da monarquia constitucional para a república. A conquista foi organizada pelo Partido Republicano Português, que direcionava as reivindicações para a igualdade civil e política e a liberdade em todas as suas manifestações; governo do povo pelo povo e justiça democrática.

É nesse cenário que o Naturalismo ganha uma atenção especial, isso porque, diferente do Realismo, movimento que o antecede, as obras naturalistas tinham como personagens a classe burguesa, pessoas simples marginalizadas pela sociedade. O Naturalismo português retrata atividades ao ar livre, em cenários rurais, a vida popular, comum, exaltando as qualidades nacionais.

É justamente essa essência do Naturalismo que leva o recente regime Republicano à apoiar o movimento. O regime Republicano era recente e por isso, precisava estruturar justificativas sobre sua implementação em todos os níveis, com relação à arte, isso acontece com a postura patriótica de apoiar o Naturalismo. 

Entre os artistas que se destacam ao longo desse movimento, houveram pintores e escritores, António Porto (1850-1893), João Oliveira (1853-1927) José Malhoa (1855-1933) João Vaz (1859-1931) e Columbano Pinheiro (1857-1929) foram pintores. Já Eça de Queirós (1845-1900), Francisco de Queirós (1848-1919), Júlio Pinto (1842-1907) e Abel Botelho (1854-1917), escritores. 

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Published in 26/04/2021

Updated in 19/05/2021

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