Fundação Batalha de Aljubarrota

Dinastias Portuguesas

Regente - Leonor de Aragão, Rainha de Portugal

1.438 AD September 09 00:00:00

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Ciba

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Leonor de Aragão, Rainha de Portugal

Leonor de Aragão (em catalão: Elionor d'Aragó ;2 de maio de 1402 — Toledo, 19 de fevereiro de 1445), foi uma infanta aragonesa que viria a ser rainha de Portugal por casamento com o rei D. Duarte, e regente durante a menoridade do seu filho D. Afonso V.

Leonor de Aragão consorte de El-Rei D. Duarte

Família

Era filha do rei Fernando I de Aragão com Leonor Urraca de Castela, condessa de Albuquerque. Pelo lado paterno, Leonor era neta de João I de Castela e de Leonor de Aragão; por via da mãe, era neta de Beatriz de Portugal, e por conseguinte bisneta do rei Pedro I de Portugal com Inês de Castro. Portanto, era uma mistura de sangue real português, castelhano e aragonês. Teve seis irmãos, entre os quais os reis aragoneses Afonso V e João II.

Biografia

Em 1428, casou-se com o herdeiro do trono português D. Duarte. Foi seu irmão, D. Afonso V de Aragão, que tratou do contrato de casamento, já que seu pai havia falecido em 1415. O que pesou na decisão de Afonso V ao escolher D. Duarte como marido de sua irmã foi o fato de Portugal ser o único reino peninsular que escapava ao controle dos infantes de Aragão. Ambicionava, assim, estabelecer uma sólida aliança entre Aragão, Navarra e Portugal.

As rainhas de Portugal contaram, desde muito cedo, com os rendimentos de bens, adquiridos na sua grande maioria por doação. D. Leonor recebeu como dote 30 florins de ouro de Aragão e, por hipoteca, Santarém, com todos os seus rendimentos. Recebeu ainda em doação Alvaiázere, Sintra e Torres Vedras.

D. Leonor tornou-se rainha em 1433, em decorrência da morte do sogro, D João I. A rainha deu à luz nove filhos, sendo quatro deles ainda antes de ser rainha. João foi o primogênito e morreu pouco tempo depois. Em seguida veio Filipa e, finalmente, Afonso. Ele foi o primeiro filho herdeiro dos reis que se chamou príncipe; até então, todos eram chamados de infantes primogênitos herdeiros. A última filha nasceu em 1439, cerca de seis meses após a morte de D. Duarte.

D. Duarte, em seu testamento, confiou a regência do Reino à sua esposa até que seu sucessor, D. Afonso, atingisse 14 anos. D. Leonor passou a assinar os atos régios com a expressão "a triste Rainha". As Cortes de Torres Novas de 1438, levantaram diversos argumentos para colocar a soberana de lado, dentre eles o de que o rei não podia ficar sob a guarda de uma mulher (ainda mais estrangeira), pois cresceria fraco e afeminado. A rainha percebeu a insatisfação em que o reino se encontrava e aceitou partilhar o poder real com D. Pedro: ela ficaria com a criação dos infantes e com o governo e administração da Fazenda Real enquanto o cunhado ficaria com o regimento da justiça. Porém, tal medida não se mostrou eficaz.

D. Leonor tentou resistir, mas com os conselhos e grande parte da nobreza contra ela, foi obrigada a entregar seu cargo e a criação de Afonso ao príncipe Pedro, duque de Coimbra, o qual achavam que tinha mais direitos para exercer a regência. D. Leonor, ainda em Sintra, enviou uma mensagem aos irmãos de Aragão, pedindo-lhes ajuda. Estes não quiseram intervir diretamente e enviaram uma embaixada reclamando que fossem cumpridas as determinações das Cortes de Lisboa de 1439. Não obtendo êxito, D. Leonor partiu para Almeirim, o que desagradou D. Pedro. Sentindo-se insegura, a rainha resolveu fugir. Partiu para o Crato com uma pequena comitiva, levando consigo algumas jóias que lhe restavam e sua filha Joana, que ainda estava em período de amamentação. Ao ficar sabendo, D Pedro mandou cercar o Crato e impedir o envio de mantimentos. Refugiou-se então em Castela e depois em Toledo, onde faleceu em 1445. As circunstâncias de sua morte foram suspeitas. Ingeriu uma tisana e rapidamente sentiu-se indisposta. Em apenas uma hora seu corpo se cobriu de manchas e faleceu.

Leonor de Aragão

Descendência

Do seu casamento com D. Duarte, Leonor de Aragão teve nove filhos:

D. João de Portugal (1429-1433), morreu jovem

D. Filipa de Portugal (1430-1439), morreu jovem

D. Afonso V de Portugal (1432-1481), sucessor do pai no trono português

D. Maria de Portugal (nascida e morta em 1432)

D. Fernando de Portugal, Duque de Viseu (1433-1470), pai do rei D. Manuel I de Portugal

D. Leonor de Portugal (1434-1467), casou com Frederico III, Sacro Imperador Romano-Germânico

D. Duarte de Portugal (nascido e morto em 1435)

D. Catarina de Portugal (1436-1463)

D. Joana de Portugal (1439-1475), casou com o rei Henrique IV de Castela e foi mãe de Joana a Beltraneja ou a Excelente Senhora

 
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Nascimento de Nuno Alvares Pereira É legitimado por D. Pedro I Entra na Corte de D. Fernando Casou com Leonor de Alvim Nuno Alvares Pereira toma o partido do Mestre de Avis Campanha Militar - 1384 Vence os castelhanos na Batalha dos Atoleiros. Campanha Militar - 1385 A Batalha de Aljubarrota, vitória decisiva de Portugal; O Condestável comnanda as forças leais ao Mestre de Avis na Batalha Real (Batalha de Aljubarrota) Em Outubro de 1385 foi travada em terreno castelhano a célebre batalha de Valverde Campanha Militar - 1386 Campanha Militar - 1387 Começa a construção da capela de S. Jorge, em Aljubarrota. Começa a construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Partilha com os companheiros de armas muitas das suas terras. Primeiros carmelitas vêm viver para o Convento do Carmo. Em 1401 dá-se o casamento entre o futuro duque de Bragança, D. Afonso, com a filha de D. Nuno, D. Beatriz. Fim das hostilidades com Castela. Morre a filha, D. Beatriz. Projeta tornar-se carmelita. Participou da Conquista de Ceuta Reparte pelos netos os seus títulos e domínios. Ingressa no Convento do Carmo a 15 de agosto Morre, Nuno Alves Pereira Primeira trasladação dos restos mortais Segunda trasladação dos restos mortais As cortes pedem ao Papa Urbano VIII a sua beatificação. o pedido é renovado várias vezes ao longo dos anos. Terramoto de 1755 Terceira trasladação dos restos mortais Quarta trasladação dos restos mortais. O Papa Bento XV confirma o culto do Santo Condestável Início do Processo de Canonização Processo de Canonização suspenso Transladação dos restos mortais para a Igreja do Santo Condestável Reinício do processo de Canonização Anúncio da canonização Legado
Participou na tomada de Ceuta em 1415 - (D. Afonso, 1º Duque de Bragança) Participou na expedição a Tânger em 1437 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Foi Governador de Ceuta em 1438 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Foi Governador de Ceuta em 1447 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Participou na Batalha de Alfarrobeira em 1449 ao lado de D. Afonso V - (D. Afonso, 1º Duque de Bragança) Foi regente do Reino em 1458 - (D. Afonso, 1º Duque de Bragança) Foi Regente do Reino em 1471 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Pela sua participação na conjura contra D. João II, foi executado em Évora, em 1483 - (D. Fernando II, 3º Duque de Bragança) D. Manuel devolveu-lhe os títulos e terras confiscados por D. João II - (D. Jaime I, 4º Duque de Bragança) Custeou a expedição que conquistou Azamor, em Marrocos, em 1513 - (D. Jaime I, 4º Duque de Bragança) Nomeado condestável do reino (1535) na ausência do Infante D. Luís - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Foi escolhido para padrinho do Infante D. Dinis, filho de D. João III (1535) - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Nomeado fronteiro mor das Províncias do Minho e Trás-os-Montes (1540) - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Acompanhou a Infante D. Maria à raia para ser entregue ao Príncipe D. Filipe, herdeiro da coroa em Castela (1543) - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Enviou 400 cavalos em socorro de Safim - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Nomeado para comandar o exército de socorro a Mazagão, jornada que não se concretizou porque os mouros levantaram o cerco - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Esteve presente na aclamação de D. Sebastião como rei - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Acompanhou D. Sebastião a África em 1574 - (D. João I, 6º Duque de Bragança) Participou na batalha de Alcácer-Quibir, tendo sido feito prisioneiro - (D. Teodósio II, 7º Duque de Bragança) Defendeu a pretensão da rainha D. Catarina ao trono após a morte do Cardeal-Rei D. Henrique - (D. João I, 6º Duque de Bragança) Regressou a Portugal em 1580 - (D. Teodósio II, 7º Duque de Bragança) Instituiu o Conselho de Guerra em 1640 e organizou, desde então, a defesa de Portugal contra Espanha, tanto na metrópole como na América, África e Ásia. Foi aclamado Rei em 15 de Dezembro de 1640 - (D. João II, 8º Duque de Bragança, IV dos Reis de Portugal) Nascimento do Dom Pedro I