Author:

Ciba

Registered 6 months ago.
Event:

Visualization(s): 389

Created: 2019-01-24 08:57:23.

Last modified: 2019-05-09 11:07:51.

External Link: Guerra dos Cem Anos

Rss Feed: Fundação Batalha de Aljubarrota

Resume:
Videos 1 Images 3 Audios 0 Files 0 Links 2
Tags:

No tags ...

 

Descrição

Guerra dos Cem Anos foi uma série de conflitos travados de 1337 a 1453 pela Casa Plantageneta, governantes do Reino da Inglaterra, contra a Casa de Valois, governantes do Reino da França, sobre a sucessão do trono francês. Cada lado atraiu muitos aliados para a guerra. Foi um dos conflitos mais notáveis ​​da Idade Média, em que cinco gerações de reis de duas dinastias rivais lutaram pelo trono do maior reino da Europa Ocidental. A guerra marcou tanto o auge da cavalaria medieval quanto seu subsequente declínio e o desenvolvimento de fortes identidades nacionais em ambos os países. Depois da Conquista Normanda, os reis da Inglaterra eram vassalos dos reis da França para suas posses em solo francês. Os reis franceses se esforçaram, ao longo dos séculos, para reduzir estas posses, no sentido de que apenas a Gasconha fosse deixada para os ingleses. A confiscação ou a ameaça de confisco deste ducado faziam parte da política francesa para controlar o crescimento do poder inglês, particularmente quando os ingleses estavam em guerra com o Reino da Escócia, um aliado da França.

Por intermédio de sua mãe, Isabel da França, Eduardo III da Inglaterra era o neto de Filipe IV da França e sobrinho de Carlos IV da França, o último rei da linha principal da Casa dos Capeto. Em 1316, foi estabelecido um princípio que negava a sucessão das mulheres ao trono francês. Quando Carlos IV morreu em 1328, Isabella, incapaz de reivindicar o trono francês para si, reivindicou-o para seu filho. Os franceses rejeitaram o pedido, sustentando que Isabella não podia transmitir um direito que ela não possuía. Por cerca de nove anos (1328-1337), os ingleses haviam aceitado a sucessão de Valois ao trono francês, mas a interferência do rei da França, Filipe VI, na guerra de Eduardo III contra a Escócia permitiu a Eduardo III reafirmar sua reivindicação ao trono francês. Várias vitórias esmagadoras inglesas na guerra - especialmente em Crecy, Poitiers e Agincourt - levantaram as perspectivas de um triunfo inglês definitivo. No entanto, os maiores recursos da monarquia francesa impediram uma conquista completa. A partir de 1429, decisivas vitórias francesas em Patay, Formigny e Castillon concluíram a guerra a favor da França, com a Inglaterra perdendo permanentemente a maior parte de suas principais possessões no continente.

Historiadores comumente dividem a guerra em três fases separadas por tréguas: a Guerra da Era Eduardiana (1337-1360); a Guerra Carolina (1369-1389); e a Guerra de Lancaster (1415-1453). Os conflitos locais nas áreas vizinhas, que estavam contemporaneamente relacionados com a guerra, incluindo a Guerra da Sucessão Bretã (1341-1364), a Guerra Civil de Castela (1366-1369), a Guerra dos Dois Pedros (1356-1375) em Aragão e a Crise de 1383–1385 em Portugal, foram aproveitados pelas partes para fazer avançar as suas agendas. Posteriormente, os historiadores adotaram o termo "Guerra dos Cem Anos" como uma periodização da historiografia para abranger todos esses eventos, construindo assim o maior conflito militar da história europeia.

A guerra deve seu significado histórico a múltiplos fatores. No final, os exércitos feudais haviam sido largamente substituídos por tropas profissionais e o domínio aristocrático cedera à democratização da mão-de-obra e das armas dos exércitos. Embora primeiramente um conflito dinástico, a guerra deu o ímpeto às ideias do nacionalismo francês e inglês. A introdução mais ampla de armas e táticas suplantou os exércitos feudais onde a cavalaria pesada tinha dominado. A guerra precipitou a criação dos primeiros exércitos permanentes na Europa Ocidental desde a época do Império Romano do Ocidente e assim ajudando a mudar seu papel na guerra. Com relação aos beligerantes, na França, guerras civis, epidemias mortais, fomes e mercenários reduziram a população drasticamente. As forças políticas inglesas ao longo do tempo vieram a opor-se à arriscada aventura. A insatisfação dos nobres ingleses, resultante da perda de suas terras continentais, tornou-se um fator que levou às guerras civis conhecidas como Guerras das Rosas (1455-1487).

De cima, da esquerda para a direita: Batalha de La Rochelle; Batalha de Azincourt; Batalha de Patay e Joana d'Arc no Cerco de Orleães.

A Europa em 1430, na última fase da Guerra dos Cem Anos.

Principais batalhas

Entre os episódios mais importantes do conflito citam-se:

A Batalha de Sluys (1340);

A Batalha de Crécy (1346);

A Batalha de Calais (1347);

A Batalha de Poitiers (1356);

A Batalha de Cocherel (1364); 

A Batalha de Aljubarrota (1385);

A Batalha de Azincourt (1415);

O Cerco a Orléans (1429);

A Batalha de Jargeau (1429);

O Cerco de Paris (1429);

A Batalha de Meung-sur-Loire (1429);

A Batalha de Patay (1429);

A Batalha de Formigny (1450);

A Batalha de Castillon (1453).

Uma das primeiras batalhas da guerra dos cem anos ocorreu em Sluis, perto de Bruges, hoje na Bélgica. Nesse conflito, a frota anglo-flamenga derrotou a francesa. Miniatura da Batalha de Sluys do livros de crônicas de Jean Froissart (século XIV).

Consequências

Os conflitos deixaram um saldo de milhares de mortos em ambos os lados, e uma devastação sem precedentes nos territórios e na produção agrícola francesa.

No plano político e social, a Guerra dos Cem Anos contribuiu para a dinastia de Valois, apoiada pela burguesia, fortaleceu o poder real francês, abrindo caminho para o chamado absolutismo, por vários motivos:

Liquidou com as pretensões inglesas sobre territórios na França;

Os feudos do rei inglês, na França, passaram para o domínio da coroa francesa;

O longo período de guerras enfraqueceu bastante a nobreza francesa, porque, à medida que os nobres morriam, seus feudos iam passando para o domínio do rei, debilitando o sistema feudal.

Construção de uma identidade nacional entre os franceses;

Tornou possível a criação de algumas instituições de governo centralizadas.

A cavalaria entrou em decadência.

Atrasou a expansão marítimo-comercial norte-francesa o que lhe custaria a perda de grande parte do mundo para os países ibéricos, razão pela qual a França foi o único dos grandes países expansionistas a ter impacto e influência demográfica desprezível nas Américas, em contraste com países como Portugal. Ao contrário da França, a Inglaterra e posteriormente a Holanda conseguiram recuperar o tempo perdido, inclusive superando os países ibéricos no hemisfério leste e maior parte da América Setentrional.

No plano das relações internacionais da Europa no período, o conflito se liga ainda a outros episódios como a Guerra Civil de Castela, os confrontos na Sicília entre a França e o reino de Aragão e mesmo o chamado Papado de Avinhão.

Poderá, enfim, dizer-se que a Guerra dos Cem Anos marca o final da Idade Média e anuncia a Idade Moderna.

 
Fundação Batalha de Aljubarrota

Fundação Batalha de Aljubarrota

Nascimento de Nuno Alvares Pereira É legitimado por D. Pedro I Entra na Corte de D. Fernando Casou com Leonor de Alvim Nuno Alvares Pereira toma o partido do Mestre de Avis Campanha Militar - 1384 Vence os castelhanos na Batalha dos Atoleiros. Campanha Militar - 1385 A Batalha de Aljubarrota, vitória decisiva de Portugal; O Condestável comnanda as forças leais ao Mestre de Avis na Batalha Real (Batalha de Aljubarrota) Em Outubro de 1385 foi travada em terreno castelhano a célebre batalha de Valverde Campanha Militar - 1386 Campanha Militar - 1387 Começa a construção da capela de S. Jorge, em Aljubarrota. Começa a construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Partilha com os companheiros de armas muitas das suas terras. Primeiros carmelitas vêm viver para o Convento do Carmo. Em 1401 dá-se o casamento entre o futuro duque de Bragança, D. Afonso, com a filha de D. Nuno, D. Beatriz. Fim das hostilidades com Castela. Morre a filha, D. Beatriz. Projeta tornar-se carmelita. Participou da Conquista de Ceuta Reparte pelos netos os seus títulos e domínios. Ingressa no Convento do Carmo a 15 de agosto Morre, Nuno Alves Pereira Primeira trasladação dos restos mortais Segunda trasladação dos restos mortais As cortes pedem ao Papa Urbano VIII a sua beatificação. o pedido é renovado várias vezes ao longo dos anos. Terramoto de 1755 Terceira trasladação dos restos mortais Quarta trasladação dos restos mortais. O Papa Bento XV confirma o culto do Santo Condestável Início do Processo de Canonização Processo de Canonização suspenso Transladação dos restos mortais para a Igreja do Santo Condestável Reinício do processo de Canonização Anúncio da canonização Legado
Participou na tomada de Ceuta em 1415 - (D. Afonso, 1º Duque de Bragança) Participou na expedição a Tânger em 1437 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Foi Governador de Ceuta em 1438 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Foi Governador de Ceuta em 1447 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Participou na Batalha de Alfarrobeira em 1449 ao lado de D. Afonso V - (D. Afonso, 1º Duque de Bragança) Foi regente do Reino em 1458 - (D. Afonso, 1º Duque de Bragança) Foi Regente do Reino em 1471 - (D. Fernando I, 2º Duque de Bragança) Pela sua participação na conjura contra D. João II, foi executado em Évora, em 1483 - (D. Fernando II, 3º Duque de Bragança) D. Manuel devolveu-lhe os títulos e terras confiscados por D. João II - (D. Jaime I, 4º Duque de Bragança) Custeou a expedição que conquistou Azamor, em Marrocos, em 1513 - (D. Jaime I, 4º Duque de Bragança) Nomeado condestável do reino (1535) na ausência do Infante D. Luís - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Foi escolhido para padrinho do Infante D. Dinis, filho de D. João III (1535) - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Nomeado fronteiro mor das Províncias do Minho e Trás-os-Montes (1540) - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Acompanhou a Infante D. Maria à raia para ser entregue ao Príncipe D. Filipe, herdeiro da coroa em Castela (1543) - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Enviou 400 cavalos em socorro de Safim - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Nomeado para comandar o exército de socorro a Mazagão, jornada que não se concretizou porque os mouros levantaram o cerco - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Esteve presente na aclamação de D. Sebastião como rei - (D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança) Acompanhou D. Sebastião a África em 1574 - (D. João I, 6º Duque de Bragança) Participou na batalha de Alcácer-Quibir, tendo sido feito prisioneiro - (D. Teodósio II, 7º Duque de Bragança) Defendeu a pretensão da rainha D. Catarina ao trono após a morte do Cardeal-Rei D. Henrique - (D. João I, 6º Duque de Bragança) Regressou a Portugal em 1580 - (D. Teodósio II, 7º Duque de Bragança) Instituiu o Conselho de Guerra em 1640 e organizou, desde então, a defesa de Portugal contra Espanha, tanto na metrópole como na América, África e Ásia. Foi aclamado Rei em 15 de Dezembro de 1640 - (D. João II, 8º Duque de Bragança, IV dos Reis de Portugal) Nascimento do Dom Pedro I