Era dos mamíferos

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A Era dos mamíferos

Florestas, corpos d’água, desertos, montanhas, o planeta Terra é indiscutivelmente rico em diversidade climas e ambientes. Além é claro, de ter sido cenário para evolução e extinção de inúmeras espécies. Todos os processos evolutivos que ocorreram até hoje foram responsáveis por construir o mundo como conhecemos, com todos os tipos de realidades, da fauna, da flora e da geologia. Ao longo desses acontecimentos diferentes grupos predominaram no planeta. Mas se você tivesse que apontar um desses grupos como predominante nos dias de hoje, qual seria?!

Vamos pensar. Quem domina as savanas? Leões, Elefantes… E quem domina as florestas? Onças, gorilas… E no mar, quem se destaca? Baleias, golfinhos… Pense no deserto, qual o primeiro animal que vem à mente? Muito provavelmente você pensou em camelo e para concluir, quem domina os espaços urbanos? Sim, os humanos. Sabe o que todos eles têm em comum? Todos são mamíferos. Por isso, hoje podemos dizer que o grupo predominante no planeta é o dos mamíferos, mas claro, nem sempre foi assim.

Há cerca de 335 milhões de anos, as massas continentais se juntaram próximas à atual linha do equador formando o supercontinente que chamamos de Pangeia. A pangeia tinha um formato em C e, por ser um só continente, havia poucas áreas de limite com o mar, o que acabava por limitar a umidade que vinha desses corpos aquáticos.

A consequência desse cenário era a falta de umidade, fazendo com que a Pangeia fosse formada por vastos desertos. Diante dessas condições, animais que estavam mais adaptados a este tipo de ambiente saíam na frente. Por isso hoje, pesquisas e estudos consideram que o Mesozóico, período de 250 a 66 milhões de anos atrás, foi a Era dos répteis, pois esse grupo se adaptou bem à falta de água, já que possuía reprodução por meio de ovos e sistema ectotérmico de termorregulação. Os mamíferos por sua vez eram muito dependentes da água para sobreviver, e viver em um ambiente de clima tão deserto e dominado por predadores eram adaptados a esse clima, não era uma tarefa tão fácil.

Apesar de também terem existido mamíferos nesses períodos, eles só tomaram conta dos nichos do jeito que conhecemos hoje em dia depois do desaparecimento dos dinossauros na extinção do cretáceo-paleógeno.

Os répteis que predominavam no Mesozóico eram em sua maioria dinossauros não-avianos. Chegavam a alturas 10 vezes maiores que a de um humano. Isso fazia com que fosse quase impossível competir pelos mesmos ambientes que os répteis ocupavam, todas essas características eram vantagens que fizeram o grupo reinar.

Porém, por volta de 66 milhões de anos, no fim do Mesozóico um meteorito colidiu com a terra onde hoje fica a região de Yucatán, no México. Essa colisão causou a dispersão de um metal (Irídio) ao longo de todo o globo que é pouco abundante aqui, mas muito comum em corpos celestes. As rochas que datam dessa época possuem uma camada fina do metal. A identificação da presença desse metal e a cratera em Yucatán, são fatores que sustentam a teoria do meteorito, responsabilizando a queda desse corpo celeste pela extinção de grande parte da biodiversidade do planeta, incluindo todos os dinossauros não-avianos.

A colisão do meteoro provocou a morte direta de muitos indivíduos, mas que o meteorito dividiu essa tarefa com a camada de irídio em forma de grande “nuvem de poeira” que gerou outros impactos gerados após sua queda, tais como: falta de luz solar suficiente para os indivíduos fotossintetizantes realizarem a fotossíntese; a morte de animais herbívoros em função da falta das plantas como alimento; a falta de alimento para os animais carnívoros, que diminui com a morte dos herbívoros; entre outros, um verdadeiro abalo na estabilidade dos ecossistemas.

Além disso, a maioria dos dinossauros não-avianos eram de grande porte, por isso era preciso uma grande quantidade de nutrientes para mantê-los vivos. Com essa mudança abrupta na ecologia estes animais foram muito afetados pela escassez de alimento, aqueles que conseguiram sobreviver com menos se sobressaíram e recolonizaram o planeta ocupando os nichos que ficaram vagos depois da extinção desse histórico grupo de animais.

O Início de Uma Era

Quando a Era dos Répteis chega ao fim, os mamíferos ascendem. Eles são descendentes da linhagem dos sinápsidos e desde sua origem nunca houve tanta diversidade de mamíferos no mundo quanto após a grande extinção de 66 milhões de anos.

Não se sabe ao certo o que fez com que os mamíferos conseguissem sobreviver a esse evento de extinção em massa, mas sabe-se que esse acontecimento foi um marco para a diversificação da classe mamífera.

Os mamíferos placentários, formam o maior grupo dentre os mamíferos e também são conhecidos por mamíferos eutérios. A característica mais marcante do eutérios é a gestação placentária, uma forma de reprodução em que o embrião é formado pela união do espermatozóide com o óvulo dentro do sistema reprodutor da fêmea.

Mas além dos eutérios, os mamíferos também contam com mais dois grupos, os Metatérios e Monotremados. (LINK COM DIVERSIFICAÇÃO DOS MAMÍFEROS)

Um exemplo interessante de mamífero eutério é o popularmente conhecido como, Mão-pelada. É uma espécie solitária, mas que ocorre de forma bem diversa, podendo ser encontrado nos diferentes biomas brasileiros: cerrado, amazônia, caatinga, pantanal, mata atlântica e pampas. No Muses é possível conhecer mais sobre a espécie bem de perto, já que o museu conta com uma peça da espécie em seu acervo.

O Mão-Pelada

Além de mão-pelada, a espécie também é conhecida como cachorro-do-mangue, jaguacinim, jaguacampeba, entre outros, o que não é de se estranhar, já que ela ocorre em quase todos os biomas. A espécie também pode ser encontrada na região da Costa Rica à América do Sul e no norte da Argentina e do Uruguai.

O Mão-pelada tem hábito noturno e ocupa florestas tanto de áreas de reserva quanto regiões com a presença de humanos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza - IUCN, em 2015 essa espécie se encontra com baixo risco de extinção. Entretanto, a avaliação também indica que a tendência populacional dos Mãos-peladas está diminuindo, um alerta importante a ser observado, pois ao passo que a espécie perde população o risco de extinção aumenta.

Os animais dessa espécie possuem cerca de 60cm de comprimento e podem chegar a 1m (contando a cauda). São onívoros e se alimentam de crustáceos, alguns anuros, aves, peixes, moluscos, etc, além de serem bons dispersores de sementes. Apesar de terem hábitos solitários, eles se juntam para a reprodução que pode ocorrer uma vez por ano entre os meses de julho e setembro.

Mas por que Mão-Pelada?!

Possuem pelagem acinzentada e um pouco volumosa, mas na região da a mão é menos evidente essa coloração, já que os pêlos são muito curtos, dando a impressão de que o animal está com as patas despidas e peladas. Assim, popularmente a espécie se consagra com esse nome, mão-pelada. Você também pode chamá-lo de Procyon cancrivorus, seu nome científico.

A Era dos mamíferos

Florestas, corpos d’água, desertos, montanhas, o planeta Terra é indiscutivelmente rico em diversidade climas e ambientes. Além é claro, de ter sido cenário para evolução e extinção de inúmeras espécies. Todos os processos evolutivos que ocorreram até hoje foram responsáveis por construir o mundo como conhecemos, com todos os tipos de realidades, da fauna, da flora e da geologia. Ao longo desses acontecimentos diferentes grupos predominaram no planeta. Mas se você tivesse que apontar um desses grupos como predominante nos dias de hoje, qual seria?!

Vamos pensar. Quem domina as savanas? Leões, Elefantes… E quem domina as florestas? Onças, gorilas… E no mar, quem se destaca? Baleias, golfinhos… Pense no deserto, qual o primeiro animal que vem à mente? Muito provavelmente você pensou em camelo e para concluir, quem domina os espaços urbanos? Sim, os humanos. Sabe o que todos eles têm em comum? Todos são mamíferos. Por isso, hoje podemos dizer que o grupo predominante no planeta é o dos mamíferos, mas claro, nem sempre foi assim.

Há cerca de 335 milhões de anos, as massas continentais se juntaram próximas à atual linha do equador formando o supercontinente que chamamos de Pangeia. A pangeia tinha um formato em C e, por ser um só continente, havia poucas áreas de limite com o mar, o que acabava por limitar a umidade que vinha desses corpos aquáticos.

A consequência desse cenário era a falta de umidade, fazendo com que a Pangeia fosse formada por vastos desertos. Diante dessas condições, animais que estavam mais adaptados a este tipo de ambiente saíam na frente. Por isso hoje, pesquisas e estudos consideram que o Mesozóico, período de 250 a 66 milhões de anos atrás, foi a Era dos répteis, pois esse grupo se adaptou bem à falta de água, já que possuía reprodução por meio de ovos e sistema ectotérmico de termorregulação. Os mamíferos por sua vez eram muito dependentes da água para sobreviver, e viver em um ambiente de clima tão deserto e dominado por predadores eram adaptados a esse clima, não era uma tarefa tão fácil.

Apesar de também terem existido mamíferos nesses períodos, eles só tomaram conta dos nichos do jeito que conhecemos hoje em dia depois do desaparecimento dos dinossauros na extinção do cretáceo-paleógeno.

Os répteis que predominavam no Mesozóico eram em sua maioria dinossauros não-avianos. Chegavam a alturas 10 vezes maiores que a de um humano. Isso fazia com que fosse quase impossível competir pelos mesmos ambientes que os répteis ocupavam, todas essas características eram vantagens que fizeram o grupo reinar.

Porém, por volta de 66 milhões de anos, no fim do Mesozóico um meteorito colidiu com a terra onde hoje fica a região de Yucatán, no México. Essa colisão causou a dispersão de um metal (Irídio) ao longo de todo o globo que é pouco abundante aqui, mas muito comum em corpos celestes. As rochas que datam dessa época possuem uma camada fina do metal. A identificação da presença desse metal e a cratera em Yucatán, são fatores que sustentam a teoria do meteorito, responsabilizando a queda desse corpo celeste pela extinção de grande parte da biodiversidade do planeta, incluindo todos os dinossauros não-avianos.

A colisão do meteoro provocou a morte direta de muitos indivíduos, mas que o meteorito dividiu essa tarefa com a camada de irídio em forma de grande “nuvem de poeira” que gerou outros impactos gerados após sua queda, tais como: falta de luz solar suficiente para os indivíduos fotossintetizantes realizarem a fotossíntese; a morte de animais herbívoros em função da falta das plantas como alimento; a falta de alimento para os animais carnívoros, que diminui com a morte dos herbívoros; entre outros, um verdadeiro abalo na estabilidade dos ecossistemas.

Além disso, a maioria dos dinossauros não-avianos eram de grande porte, por isso era preciso uma grande quantidade de nutrientes para mantê-los vivos. Com essa mudança abrupta na ecologia estes animais foram muito afetados pela escassez de alimento, aqueles que conseguiram sobreviver com menos se sobressaíram e recolonizaram o planeta ocupando os nichos que ficaram vagos depois da extinção desse histórico grupo de animais.

O Início de Uma Era

Quando a Era dos Répteis chega ao fim, os mamíferos ascendem. Eles são descendentes da linhagem dos sinápsidos e desde sua origem nunca houve tanta diversidade de mamíferos no mundo quanto após a grande extinção de 66 milhões de anos.

Não se sabe ao certo o que fez com que os mamíferos conseguissem sobreviver a esse evento de extinção em massa, mas sabe-se que esse acontecimento foi um marco para a diversificação da classe mamífera.

Os mamíferos placentários, formam o maior grupo dentre os mamíferos e também são conhecidos por mamíferos eutérios. A característica mais marcante do eutérios é a gestação placentária, uma forma de reprodução em que o embrião é formado pela união do espermatozóide com o óvulo dentro do sistema reprodutor da fêmea.

Mas além dos eutérios, os mamíferos também contam com mais dois grupos, os Metatérios e Monotremados. (LINK COM DIVERSIFICAÇÃO DOS MAMÍFEROS)

Um exemplo interessante de mamífero eutério é o popularmente conhecido como, Mão-pelada. É uma espécie solitária, mas que ocorre de forma bem diversa, podendo ser encontrado nos diferentes biomas brasileiros: cerrado, amazônia, caatinga, pantanal, mata atlântica e pampas. No Muses é possível conhecer mais sobre a espécie bem de perto, já que o museu conta com uma peça da espécie em seu acervo.

O Mão-Pelada

Além de mão-pelada, a espécie também é conhecida como cachorro-do-mangue, jaguacinim, jaguacampeba, entre outros, o que não é de se estranhar, já que ela ocorre em quase todos os biomas. A espécie também pode ser encontrada na região da Costa Rica à América do Sul e no norte da Argentina e do Uruguai.

O Mão-pelada tem hábito noturno e ocupa florestas tanto de áreas de reserva quanto regiões com a presença de humanos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza - IUCN, em 2015 essa espécie se encontra com baixo risco de extinção. Entretanto, a avaliação também indica que a tendência populacional dos Mãos-peladas está diminuindo, um alerta importante a ser observado, pois ao passo que a espécie perde população o risco de extinção aumenta.

Os animais dessa espécie possuem cerca de 60cm de comprimento e podem chegar a 1m (contando a cauda). São onívoros e se alimentam de crustáceos, alguns anuros, aves, peixes, moluscos, etc, além de serem bons dispersores de sementes. Apesar de terem hábitos solitários, eles se juntam para a reprodução que pode ocorrer uma vez por ano entre os meses de julho e setembro.

Mas por que Mão-Pelada?!

Possuem pelagem acinzentada e um pouco volumosa, mas na região da a mão é menos evidente essa coloração, já que os pêlos são muito curtos, dando a impressão de que o animal está com as patas despidas e peladas. Assim, popularmente a espécie se consagra com esse nome, mão-pelada. Você também pode chamá-lo de Procyon cancrivorus, seu nome científico.

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Published in 26/01/2021

Updated in 19/02/2021

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