Diversificação dos mamíferos

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O cachorro-do-mato e a Diversificação dos mamíferos

Você provavelmente já ouviu falar o quanto o leite materno é importante para o desenvolvimento de uma criança, certo?! Essa é uma das principais características dos mamíferos. Mas afinal, o que define um animal como mamífero? Bom, a resposta é mais simples do que você pode imaginar e, não, a resposta não é “um animal que cria o bebê dentro do corpo da mãe”.

A origem dos mamíferos data de aproximadamente 220 milhões de anos atrás, no início do mesozóico. Porém, esse grupo só foi ocupar o planeta nas proporções que conhecemos hoje no cenozóico há cerca de 64 milhões de anos. Os mamíferos são uma classe que agrupa todos os animais que possuem glândulas mamárias. Repare bem: “glândulas mamárias” não é sinônimo para “mamas”. A maioria dos mamíferos que conhecemos hoje em dia possui mamas, como cachorros, gatos, vacas, etc. Mas não são todos que possuem essa característica. E definir mamíferos como “grupo de animais que possuem mamas” excluiria esses animais, então a definição mais correta seria “animais que possuem glândulas mamárias''.


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A amamentação dos filhotes é uma grande vantagem evolutiva. Os mamíferos são os únicos que as mães conseguem transformar reservas de gordura em alimento para os filhotes, desse modo, mesmo diante de condições de escassez de alimentos elas garantem a sobrevivência deles. Nenhum animal vertebrado ou invertebrado conta com essa capacidade, apenas os mamíferos.

Além disso, os mamíferos são animais endotérmicos, o que significa que a temperatura corporal desses seres é constante, ou seja eles não dependem da temperatura externa. Através dessa característica eles conseguem correr para longe de predadores como os répteis por exemplo, que precisam se aquecer ao sol para obter a energia necessária às suas atividades físicas. Muitos mamíferos que escapam dos répteis nem sempre conseguem escapar dos predadores, também mamíferos.

O ser humano é um desses, mas também há os leões, as onças, e tantos outros. No Muses você pode ver de perto o cachorro-do-mato, uma espécie de mamífero que surgiu há cerca de 15 mil anos. Bastante tempo, não é mesmo?! Todas essas características dos mamíferos são resultados da evolução desse grupo. A diversificação dos mamíferos começou há muito mais tempo: cerca de 80 milhões de anos atrás, no período chamado Cretáceo. Ou seja, mesmo passando pela extinção de espécies ao longo do tempo, os mamíferos, de forma geral, resistiram a muitos acontecimentos.



A amamentação dos filhotes é uma grande vantagem evolutiva. Os mamíferos são os únicos que as mães conseguem transformar reservas de gordura em alimento para os filhotes, desse modo, mesmo diante de condições de escassez de alimentos elas garantem a sobrevivência deles. Nenhum animal vertebrado ou invertebrado conta com essa capacidade, apenas os mamíferos.

Além disso, os mamíferos são animais endotérmicos, o que significa que a temperatura corporal desses seres é constante, ou seja eles não dependem da temperatura externa. Através dessa característica eles conseguem correr para longe de predadores como os répteis por exemplo, que precisam se aquecer ao sol para obter a energia necessária às suas atividades físicas. Muitos mamíferos que escapam dos répteis nem sempre conseguem escapar dos predadores, também mamíferos.

O ser humano é um desses, mas também há os leões, as onças, e tantos outros. No Muses você pode ver de perto o cachorro-do-mato, uma espécie de mamífero que surgiu há cerca de 15 mil anos. Bastante tempo, não é mesmo?! Todas essas características dos mamíferos são resultados da evolução desse grupo. A diversificação dos mamíferos começou há muito mais tempo: cerca de 80 milhões de anos atrás, no período chamado Cretáceo. Ou seja, mesmo passando pela extinção de espécies ao longo do tempo, os mamíferos, de forma geral, resistiram a muitos acontecimentos.

A Diversificação dos mamíferos

Você consegue se imaginar dirigindo para um lugar desconhecido sem usar o GPS? Ou viver em uma casa sem energia elétrica? Seriam verdadeiros desafios, não é mesmo?! O mundo muda constantemente, isso é um fato. Novas pressões seletivas surgem e a vida precisa se adaptar a todas essas mudanças. Por consequência, nos adaptamos a novos hábitos e, ao longo dessas transições, no âmbito da história natural, algumas espécies são extintas, outras surgem e algumas evoluem.

A diversificação dos mamíferos, como já mencionado, começa por volta de 80 milhões de anos atrás. Em um dado momento, surgem em algumas espécies uma estrutura anatômica chamada glândulas mamárias, somadas a uma série de mudanças anatômicas e fisiológicas. Essas novas características permitem reunir esses animais no grupo que hoje chamamos de Mammalia ou mamíferos.

Atualmente os mamíferos ocupam diversos ambientes: desde os ursos polares que habitam a região extremamente fria do polo norte, até os leões da savana africana. Para cada bioma no mundo existem mamíferos que conseguiram de alguma forma ocupar funções nesses ambientes. E isso se dá justamente pelo fato dos mamíferos terem aproveitado os espaços deixados pelos répteis depois da extinção dos dinossauros não avianos, ocupando o céu, a terra e o mar.


Mamíferos aquáticos

A colonização da terra foi um grande passo para a diversidade dos vertebrados. Durante este processo, muitas mudanças foram necessárias, como a modificação do sistema de respiração para um sistema aéreo, pois não haveria mais água para realizar trocas gasosas. Houve, no entanto, aqueles grupos de animais que decidiram voltar para o ambiente aquático, como as baleias, por exemplo. Porém, as estruturas especializadas para a vida marinha como uma bexiga natatória e as brânquias foram perdidas há milhões de anos, quando surgiram os primeiros tetrápodes (vertebrados dotados de quatro membros).


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Isso quer dizer que, apesar de viverem debaixo da água, animais como baleias e leões marinhos possuem pulmões, assim como todos os outros mamíferos. Por isso, eles sobem de tempos em tempos para realizar a ventilação com o ar atmosférico, para realizar trocas gasosas, uma estratégia que não é necessária para os peixes que são completamente adaptados à vida aquática.

Desde a extinção dos dinossauros não avianos, os mamíferos puderam expandir em muito os seus nichos e possibilidades, e não se sabe que outros tipos de adaptações podem vir a surgir em grupos futuros de mamíferos.

Mamíferos Voadores

É comum associar o voo às aves e aos insetos, mas existe um grupo de mamíferos que consegue voar: são os quirópteros, ordem que abrange os morcegos e raposas-voadoras. Morcegos são animais noturnos, o que significa que seu pico de atividade se dá após o pôr-do-sol. Devido à ausência de luz, a visibilidade é muito prejudicada durante a noite, dificultando a caçada e busca por alimento. Para lidar com isso, o grupo desenvolveu uma habilidade quase que exclusiva dentro dos mamíferos: a ecolocalização. Essa habilidade consiste na capacidade de emitir e interpretar sons através das estruturas anatômicas do animal. O objetivo é encontrar comida e até se comunicar com seus companheiros de espécie.

Os morcegos, não são os únicos mamíferos que realizam a ecolocalização, os golfinhos também apresentam essa característica. Apesar dessa habilidade semelhante, morcegos e golfinhos não são parentes. Eles possuem sim um certo parentesco, pois ambos são mamíferos; mas os golfinhos pertencem à ordem Cetartiodactyla e os morcegos pertencem à Chiroptera, dois grupos completamente distintos tanto anatomicamente quanto com relação aos ambientes em que vivem.


Os morcegos pertencem ao grupo dos mamíferos voadores juntamente com os esquilos voadores.

Mas como ambos podem possuir a mesma característica se não são parentes? Isso quer dizer que cada um desenvolveu a mesma característica independentemente do outro? Sim! Esse é um fenômeno chamado de Convergência Evolutiva. Nesse fenômeno duas espécies de origens distintas possuem a mesma característica que não estava presente no ancestral comum mais recente delas, como é o caso da ecolocalização dos morcegos e dos golfinhos. Isso quer dizer que cada um desses grupos desenvolveu sua própria forma de realizar a ecolocalização baseado nas pressões evolutivas que sofreram durante o surgimento da espécie.

Monotremados: os mamíferos sem mama

Quando você pensa em mamífero, qual o primeiro animal que vem a sua cabeça? Vaca? Leão? Baleia? Pode ser que você pense em inúmeras espécies, mas uma coisa é certa: é automático pensar em animais que mamam e que geram seus filhotes dentro de um útero. Porém, acredite: há mamíferos que não seguem essa regra no processo de reprodução. Ou seja, mamam mas não são gerados em úteros. Nesse caso, o que acontece?! Simples: eles colocam ovos e, por isso, são chamados de mamíferos ovíparos e formam o grupo dos Monotremata, representados pelos atuais ornitorrinco e equidna.


O ornitorrinco é um dos poucos exemplos de mamífero sem mamas.

Em vez de possuir um aglomerado de glândulas mamárias em uma região do corpo, o que formaria uma mama, esse grupo possui as glândulas mamárias de forma dispersa, ao redor do corpo. Dessa forma os filhotes podem lamber o “suor” da mãe, pois as glândulas mamárias liberam o leite diretamente na pele como o suor que conhecemos nos humanos.

Metatérios: os mamíferos de “bolsa”

Metatérios! Parece mais um nome complicado, mas é simples identificar as espécies dessa classe. As espécies da Metatério possuem mamas assim como outros mamíferos, mas também apresentam uma estrutura chamada marsúpio: uma estrutura anatômica característica do grupo que se assemelha a uma “bolsa externa”, caracterizando esses animais como marsupiais.

Isso significa que a gestação dos filhotes dessas espécies é mista. O feto é desenvolvido parcialmente dentro do corpo da fêmea, mas o desenvolvimento embrionário termina fora do corpo, no marsúpio, nessa “bolsa externa”. Eles ficam ali para completarem o desenvolvimento agarrados a um mamilo sugando o leite materno. Essa “bolsa abdominal” é formada por uma dobra de pele que recobre as glândulas mamárias das fêmeas. São marsupiais os gambás, coalas e cangurus.


Gambá, o marsupial brasileiro.

Eutérios: os mamíferos com placenta

Os Eutérios, ou mamíferos placentários, formam o maior grupo da classe dos mamíferos. São representados pelos felídeos, canídeos, ungulados e qualquer outro mamífero que possua gestação placentária, dentro do organismo da fêmea. Essa é a grande característica deste grupo.

A gestação placentária é um modo de reprodução vivíparo em que o embrião é formado pela união do espermatozóide com o óvulo dentro do sistema reprodutor da fêmea. O embrião então é gerado no útero e após o período de gestação, que varia de espécie para espécie, está pronto para vir ao mundo. Tigres, cavalos e cachorros-do-mato são bons exemplos de mamíferos eutérios, ou mamíferos placentários. Esse último, o cachorro-do-mato, pode ser conhecido melhor no Muses, onde há uma peça em exposição para contar a história dessa espécie.


Cachorro-do-mato

Um exemplo de mamífero eutério é o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), também chamado graxaim-do-mato. É um membro da família Canidae endêmico da América do Sul. Sua distribuição é bem variada, evitando apenas a região correspondente à floresta amazônica. Geralmente habitam áreas abertas, campos e cerrados e arredores de montanhas. Não se encontram atualmente sob risco de extinçã,o segundo a classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A espécie possui porte médio, mede de 60 a 70cm de comprimento, mais 30cm de cauda. Tem pelagem de cor variante com cinza, castanho e faixas de pelo pretas que vão da nuca até a ponta da cauda. A região do peito é de cor clara. O cachorro-do-mato é um predador, um mamífero de hábito carnívoro com dentição específica para dilacerar musculatura. Alimenta-se de pequenos mamíferos e alguns outros vertebrados como serpentes, aves e anuros. Entretanto também apresenta dieta onívora, com frutas, plantas e insetos.


Cachorro-do-mato

É um animal territorialista, o que significa que cada macho demarca um território e ocorre competição entre eles quando um tenta invadir o território do outro. Há também relatos de competição por territórios com outras espécies de canídeos como a raposa-do-campo (Pseudalopex vetulus), por exemplo.

Assim como a maioria dos mamíferos, o cachorro-do-mato possui um ciclo reprodutivo bem padronizado, com períodos regulares de reprodução e períodos limitados de receptividade sexual. Canídeos geralmente atingem a puberdade a partir dos 7 meses, variando de espécie para espécie, de acordo com o porte, sendo que as cadelas têm ciclos com intervalo médio de 6 meses. As fêmeas podem chegar a produzir duas ninhadas por ano, a cada 7 ou 8 meses e o tempo de gestação é de aproximadamente 2 meses, podendo a prole ser de 3 a 6 filhotes.

O cachorro-do-mato do Muses

Desde a extinção dos dinossauros não avianos, os mamíferos puderam expandir em muito os seus nichos e possibilidades, e não se sabe que outros tipos de adaptações podem vir a surgir em grupos futuros de mamíferos. Por enquanto nos debruçamos sobre a vasta história natural desse grupo e aprendemos um pouco mais sobre nossas origens.


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Published in 13/01/2021

Updated in 19/02/2021

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