Você que adora passar horas navegando no Youtube, ou em outros aplicativos de vídeo, já conseguiu imaginar o que seria de nós sem essa tecnologia? Como veríamos qualquer tipo de informação de mídia, sem a criação do vídeo? Como a Netflix apresentaria seu conteúdo? O que seria da gente sem a sétima arte (cinema)? No presente artigo, você encontrará respostas para essas e outras perguntas, aqui, nós iremos percorrer sobre todo o processo criativo do vídeo e como tal tecnologia deu origem à sétima arte.

Às vezes, paramos e nos perguntamos: como tudo isso começou? Como tais tecnologias que se destacam hoje em dia e continuam se destacando, deram início durante a história? Antes mesmo de iniciarmos nosso percurso histórico, é válido ressaltar a importância da história para a Timelinefy e o que nos motiva para contarmos algumas histórias presentes em nossa sociedade. 

Caso ainda não saiba, a Timelinefy não apenas conta histórias, mas também possibilita que as histórias sejam narradas de diferentes maneiras e as informações sejam organizadas no tempo, de forma cronológica, por meio da estrutura de linhas do tempo. Por ser digital a ferramenta torna essa atividade uma experiência dinâmica e interativa, diferente, mas ao mesmo tempo semelhante às metodologias utilizadas por museus de se contar a história. Ao relacionarmos a arte e as tecnologias à história, somos capazes assim, de organizar as informações para iniciarmos nosso percurso histórico.

Quando falamos de arte no mundo, podemos ver que a mesma pode ser expressa de diferentes maneiras, por meio da: pintura, escultura, poesia, desenho, arquitetura etc. Hoje, podemos testemunhar outra etapa da arte, a era da expressão da arte através da tecnologia, ou da arte em movimento, sendo um dos fundamentos do vídeo. 

Para iniciarmos nossa discussão é válido nos debruçarmos sobre a etimologia da palavra vídeo. Do latim, vídeo significa “eu vejo” e é considerada uma tecnologia para processar sinais eletrônicos, analógicos ou digitais para capturar, armazenar, transmitir ou apresentar uma série de imagens com a impressão de movimento. A principal aplicação da tecnologia de vídeo levou à ampla aplicação da televisão, seja para o entretenimento, educação, engenharia, ciência, indústria, segurança, defesa nacional e acima de tudo, no cinema. 

 

A origem do vídeo 

Ao falarmos sobre a história de determinadas tecnologias, talvez seja complexo tratarmos com exatidão o início delas, pois alguns fatos podem apresentar contradição ao longo da história. O vídeo que posteriormente se originou na criação do cinema, por exemplo, apresenta algumas contradições, segundo alguns historiadores do cinema. 

Dito isso, passemos para a história em si. Em 1890, Etienne-Jules Marey (Etienne-Jules Marey) inventou o “fuzil fotográfico”, que é um instrumento composto por um disco com um orifício, que pode apresentar até doze capturas (enquadramentos) por segundo. Cada vez que a velocidade passa pela imagem capturada, tudo isso é gravado em uma imagem. Em 1889, o assistente de Thomas Edison, William Dickson (William Dickson), inventou um sistema de engrenagem para filmes de celuloide de 15 metros de comprimento, dando início na evolução dessa tecnologia.

 

Vídeo: entenda a evolução dessa tecnologia 

Como já mencionado, para que tal tecnologia de vídeo fosse colocada em prática, foram necessárias algumas modificações físicas ao longo do tempo, principalmente em seu armazenamento de dados, mas ao falar em armazenamento de dados, não podemos confundi-lo com a ideia de “memória” que tanto conhecemos hoje em dia. O armazenamento está atrelado ao material utilizado, em fitas e discos ópticos, por exemplo, o formato é realmente a representação de “tamanho” (que significa a largura do material magnético, o tamanho da caixa e a maneira como o sinal é gravado e lido). 

Cada material possui usos diferentes, com características técnicas e qualidades específicas. Para cada formato de fita ou disco óptico, há uma câmera correspondente, bem como equipamentos de gravação e players de mesa para editar e copiar as imagens gravadas com essas câmeras. Entretanto, para que a tecnologia continuasse evoluindo, diversas empresas precursoras manifestaram sua atenção para tal área, assim, contribuíram para o seu desenvolvimento. Tais empresas iniciaram pesquisas em fotografia, engenharia para finalmente à evolução do vídeo, especificando-se em modelos, inovando, diferenciando e criando assim um mercado visual e tecnológico. 

Além das primeiras idealizações visuais já mencionadas, como: o “fuzil fotográfico”, algumas empresas iniciaram seus investimentos e lançamentos no mercado visual. A ARRI (Arnold e Richter Cine Technik), por exemplo, é uma empresa alemã fundada em 1917 e localizada em Munique, que projetaram e fabricaram algumas máquinas históricas, entretanto, tal empresa ainda continua projetando e fabricando equipamentos audiovisuais profissionais, com foco na indústria cinematográfica. A primeira câmera ARRI foi lançada em 1924 (várias décadas após a criação do “fuzil fotográfico”) e denominada Kinari35. 

Todo esse desenvolvimento, não se restringiu apenas a ARRI, a tecnologia teve êxito e evolução em diversas empresas inovadoras, como: Mitchell, Panavision, Hitachi, Mitsubishi, Sharp, entre inúmeras outras.

Cada uma desempenhou um papel importantíssimo para que conseguíssemos alcançar alta tecnologia de ponta. Atualmente, o vídeo tem se mostrado algo tão espetaculoso, que manifesta a sensação nos indivíduos de realidade, como se o vídeo revivesse ou nos transportasse para determinados momentos em movimento. Acertos como balanço de branco (luz do sol, sombra, luz fluorescente etc.), filmagem sob pouca ou nenhuma luz ou ainda compensação de luz de fundo são alguns dos recursos que as câmeras manifestaram e consequentemente nos inseriram junto a elas em uma era digital, a era em que vivemos hoje em dia.

 

O surgimento da sétima arte 

Com toda a contextualização obtida sobre o vídeo, agora vamos nos debruçar sobre o surgimento da sétima arte e a consolidação do cinema em nossa sociedade. 

O nascimento da sétima arte pode parecer controversa, mas o fato é que a história mais conhecida no mundo é a dos irmãos Lumière. Inventado em 1895, o feito obteve uma patente para uma câmera de criação. O dispositivo é uma máquina com manivela manual que pode capturar momentos fixos em quadros (ou o que hoje chamamos de frames) e projetá-los em sequência, criando assim a ilusão de movimento. Isso aconteceu na França. 

Após obterem o primeiro material em vídeo, os irmãos realizaram um evento nas instalações do Instituto Francês e exibiram o filme “A saída dos trabalhadores da fábrica Lumiere” para um pequeno público. 

Ainda hoje, algumas das cópias do primeiro “cinematógrafo” ainda são mantidas no Instituto Lumière, em Lyon, França. Segundo o curador desses preciosos dados históricos, as câmeras dos irmãos estão em perfeitas condições e em uso. No entanto, os responsáveis ​​pelos materiais preferem preservar sua integridade, porque seu valor é imensurável.

Anos após apresentarem sua obra e desenvolverem um evento específico para a reprodução do material cinematográfico, os irmãos Lumière foram nomeados os precursores do cinema mundial, não apenas isso, como também na contribuição para a consideração de mais uma arte. Ricciotto Canudo estabeleceu o termo “sétima arte” usado para denotar o cinema em um “Manifesto das Sete Artes” de 1912, lançado apenas em 1923. 

A primeira manifestação artística intitulada como arte é a música, pois, ainda criança, descobrimos o som. Em seguida temos a dança, através do uso de movimentos (considerada a 2º arte); A terceira arte é voltada ao externo, ao material não humano, à representação das artes plásticas, como as pinturas, por exemplo. Na sequência, temos, como quarta arte às esculturas. O título de  quinta arte, é para uma expressão artística que tem como principal ferramenta ações do corpo, a quinta arte é à arte cênica. Como pano de fundo para as artes cênicas, temos aqui o uso da literatura ou o aprimoramento da escrita, considerada a sexta arte. 

Para o cinema restou o título de sétima arte, contudo, mesmo ocupando uma posição posterior às outras artes, a cinematografia é considerada uma arte única, pois consegue representar todas as outras artes citadas anteriormente, por meio do vídeo, e além das sete, temos também a fotografia, considerada a oitava arte. 

 

As diferentes fases do cinema 

Desde a sua aparição, o filme foi passando por várias etapas de transição para o filme atual. Do cinema mudo ao narrado e interpretado, da era em preto e branco à chegada das cores e até a evolução dos filmes amadores às grandes produções… A maneira de contar histórias e a maneira de filmar tais histórias também foi variando de acordo com as diferentes épocas. A super 8, por exemplo é considerado um marco na indústria cinematográfica, pois a câmera que era equipada apenas com um cartucho de apenas 0,8 cm, foi considerada uma revolução para a cinematografia. 

Super 8

Como mencionado anteriormente, ao longo da evolução do cinema, as máquinas de vídeo eram consideradas grandes máquinas, mas o “grande” não é colocado aqui para representar apenas a sua importância, mas sim para enfatizar o seu tamanho, no sentido literal da palavra. As grandes máquinas de vídeo acabavam sendo desajeitadas, pesadas e de difícil manuseio, restringindo tais atividades apenas a determinadas pessoas e profissionais. 

Entretanto, com a chegada da Super 8, em 1965, a novidade foi grande, pois tratava-se de uma câmera compacta, mais fácil de mover e mais barata que suas antecessoras (35 mm, 16 mm). O filme tem apenas 0,8 cm de largura, com vários furos nas duas extremidades, e cada gravação dura cerca de três minutos. O sistema era tão prático que as pessoas começaram a perceber que a câmera poderia ser usada para fins domésticos.

Assim, jovens entusiastas e questionadores começaram a usar a Super 8 para fazer cinemas groove, que eram usados ​​para questionar o mundo, mostrar a realidade, interpretar personagens e até produzir os famosos vídeo arte. 

Fitas

Após sua longa ascensão, a famosa Super 8 teve seu declínio com a chegada dos filmes de fita magnética ou VHS. O sistema foi introduzido na década de 1970 e se espalhou rapidamente, conquistando o mercado contra o formato Betamax, o primeiro formato de vídeo caseiro popular, lançado anteriormente.

Com o tempo, a produção das fitas, como o VHS-C (Compact VHS) foi destinada a câmeras mais compactas, já que elas possuíam as mesmas características técnicas, mas cabiam em uma embalagem menor. Entretanto, assim como aconteceu com a Super 8, o uso das fitas cassetes, ou VHS, também foi enfraquecido, com a chegada dos DVDs. O VHS foi perdendo o destaque no mercado e já é considerado um formato obsoleto. O último grande fabricante desse formato anunciou que encerraria sua atuação no final do ano de 2008. 

Era digital

Assim como todas as outras tecnologias que foram se tornando obsoletas, o DVD, substituiu a fita VHS e se destacou na reprodução do cinema. Depois foi sucedido pelo Blu-Ray. Ambos já se tornaram obsoletos.

Entretanto, algumas características colocaram a tecnologia DVD em destaque, por serem considerados muito mais baratos que as VHS originais. Os DVD’s possibilitaram assim que as pessoas comprassem seus filmes favoritos em vez de apenas alugá-los (locadoras).

Infelizmente, os hábitos de consumo mudaram muito nos últimos anos: as pessoas não valorizam mais a mídia física e preferem a praticidade da mídia de streaming, tecnologia que surge com a era digital. 

Com o sucesso das grandes plataformas de vídeo, algumas empresas começaram a apresentar tecnologias de vídeo em HD diretamente pela TV, por conexão de rede ou por alguma conexão USB. Essa evolução facilitou a visualização e ainda gerou economia de um grande espaço físico em casa, além do mais, oferece um serviço de última qualidade no mercado, como por exemplo, as tecnologias em 8K. 

Conclusão 

Quanta informação não é mesmo? A partir do presente artigo, nós pudemos conhecer um pouco mais sobre a evolução de uma importante tecnologia: o vídeo e toda sua contribuição para o surgimento da sétima arte. Assim, o cinema foi passando por grandes transformações, moldando-se e instituindo uma estrutura que deu origem à indústria e à linguagem cinematográfica de hoje. Ao aprendermos a história do vídeo e da sétima arte, conseguimos nos debruçar sobre esse poderoso fenômeno que tanto amamos.

Entretanto, caso ainda tenha ficado alguma dúvida sobre a criação e a evolução da sétima arte no mundo, acompanhe uma de nossas linhas do tempo, que explicará de forma mais detalhada a “Arqueologia do Cinema”.