Nossa visão é um sentido muito importante para o corpo humano. Ela tem responsabilidade pela maioria dos estímulos e nos faz interagir com o universo. Todas as coisas que nos cercam estão repletas de cores e luzes que nos atraem pelos olhos. Mas afinal, como isso acontece? 

Antes de explicar esse processo em si, vale ressaltar a maneira como as cores se formam. A cor é a impressão dos olhos que se faz pela luz solar e é percebida por meio de seu comprimento de onda pelo nosso cérebro. 

A cor que chamamos de branco nada mais é do que a junção de todas as cores visíveis aos nossos olhos. Ela é composta pelos espectros do vermelho, amarelo, azul, laranja, verde, anil e violeta. Em contrapartida, a cor que chamamos de preto é a ausência da luz, que nada mais é do que a inexistência de cor, tendo em vista que ela não tem a capacidade de refletir luminosidade alguma em qualquer objeto. 

Esse comprimento de onda que falamos logo acima nada mais é do que um fenômeno físico que faz com que nós, seres humanos, tenhamos a capacidade de diferenciar uma tonalidade da outra. Pessoas com daltonismo, por exemplo, têm certa dificuldade de diferenciar essas tonalidades. Mas fato é que as cores vibram em velocidades diferentes. Isso significa que quanto mais rápida é essa velocidade, mais azulada fica, quando lenta, temos tons mais avermelhados. 

Lembra a capa do disco Dark Side of the Moon da icônica Pink Floyd? Aquilo nada mais é do que um experimento de Isaac Newton. Sim, o mesmo físico que demonstrou as três leis que recebem o seu nome. Com um prisma, ele foi capaz de observar que um feixe de luz podia dividir-se em sete cores. As mesmas que citamos mais acima: vermelho, laranja, amarelo, azul, verde, anil e violeta. 

O estudo é tão complexo que existe um campo para elucidar melhor tudo isso. É a teoria das cores. Essa teoria vai desde a fisiologia da cor, ou seja, como ela é interpretada pelo nosso cérebro até a aplicação e utilização delas. Campo mais estudado por quem trabalha diretamente com comunicação visual, como por exemplo os designers. 

A arte não é nenhuma novidade. Seu estudo é complexo e com um sem-número de artistas que fizeram de seus trabalhos verdadeiras preciosidades para a humanidade. A cor está presente em quase todos esses trabalhos. Atualmente, muitos são os que utilizam o preto e branco para criarem suas obras, como no caso do filme Roma, do Alfonso Cuarón. Como também existem cineastas que exploram tanto as cores que elas viram sua característica cinematográfica, sua assinatura. Um exemplo claro disso é um outro diretor de cinema, o renomado Pedro Almodóvar. 

Pode deixar. Aqui, falaremos um pouco mais sobre outras formas de arte além do cinema. Assim, você entenderá todo o processo que envolve as cores na arte por meio de diferentes exemplos muito presentes em seu cotidiano. 

 

O encontro da cor com a arte

Entendendo que tecnologia não se refere somente à coisas eletrônicas ou digitais como já mencionamos em outro texto do nosso blog, é válido afirmar que o uso de cores em obras artísticas, sejam elas cinematográficas, pinturas ou até mesmo na música, é considerado sim uma tecnologia que é muito explorada no campo da arte. 

Agora que já criamos essa relação entre cores e arte, abrimos espaço para falar sobre o assunto com mais profundidade no decorrer deste artigo. A seguir, vamos explorar o tema trazendo aqui pontos importantes que relacionam as cores e a arte. 

 

Por que a cor é uma tecnologia para a arte? 

A arte é algo que mexe com os nossos mais diferentes instintos. Algo que tem muito mais a ver com sentir do que com tocar. Melhor dizendo, a arte é algo intangível. E adivinha? As cores também. Por conta disso, já existe um porquê das cores serem uma tecnologia para a arte. 

Existe um outro campo que estuda a relação das cores com a nossa mente. Esse estudo é a Psicologia das cores. E como estamos sempre na vibe do Timelinefy, vamos falar um pouco da história da psicologia das cores.

Bom, os primeiros estudos começaram bem no início do ano de 1666 quando Isaac Newton descobriu a luz branca com o experimento do prisma que já falamos aqui. Mais tarde foi descoberto que a mistura das cores criavam novos tons. O amarelo, por exemplo, é a mistura do verde com o vermelho.

Só que a Teoria das cores como conhecemos foi criada pelo alemão Johann Wolfgang Von Goethe. De acordo com ele, a cor não depende exclusivamente da luz e do ambiente como também da percepção que se tem do objeto. Ou seja, a identificação dos tons é algo subjetivo, mas os efeitos das cores são universais. Para entendermos melhor isso, pense em cores quentes como o vermelho, laranja e amarelo? São dinâmicas e estimulantes ao passo que cores frias como o roxo, azul e verde têm propriedades que acalmam. São suaves e estáticas. 

As cores são tão importantes como tecnologia para a arte que muitos utilizam elas até em suas estratégias de negócios, onde utilizam sabiamente cada cor para ativar um determinado desejo em nossas mentes. Sim, quando isso é bem feito você pode entender que nada é por acaso. 

 

O impacto das cores nas diferentes expressões artísticas 

Agora que entendemos a relação das cores com a arte e como elas são uma tecnologia. Que tal dar uma olhada em tudo isso que foi falado de forma aplicada? Fotografia, cinema, pintura e impressão: coisas que são muito presentes no nosso cotidiano. 

Fotografia 

A fotografia é realmente algo fantástico. Uma captura de um momento e pronto, ele está eternizado.  É claro que lá no início a fotografia não contava com todos os recursos que hoje são utilizados. As cores mesmo vão surgir na fotografia depois de muitos anos de sua invenção. 

Quando o assunto é fotografia, não tem jeito! As cores impactam e muito no resultado de uma bela foto. Em um nível artístico, além de um bom enquadramento e a imagem por si só, a cor é fundamental. É ela que impacta nossas emoções e interesses mais do que quase todos os outros elementos da fotografia. A combinação de cores quentes e frias em uma fotografia fazem uma grande diferença. Veja mais sobre a tecnologia da fotografia neste artigo, Fotografia: a tecnologia que revolucionou a arte.

Cinema

No cinema a cor também tem seu papel. As cores acentuam emoções, ajudam na percepção de clima e tempo, simbolizam estado de ânimo de um personagem e também influenciam na compreensão do público para o conceito da cena. O importante é saber que as cores muitas vezes não estão ali  na cena simplesmente pela questão estética, mas sim para determinar todo o desenrolar de uma narrativa. 

Por exemplo, você já se pegou assistindo um filme que, só pela mudança de tonalidade você conseguiu entender que se tratava de um flashback? Pois é, as cores falam! E isso para uma narrativa faz total diferença. Além do já citado Pedro Almodóvar que reserva grandes obras como  All About My Mother, temos um outro diretor que faz isso muito bem, o Wes Anderson. São diversos filmes como Life Aquatic With Steve Zissou, The Grand Budapeste Hotel, The Royal Tenenbaums e muitos outros. 

Pintura e impressão

É quase impossível falar de pintura e cor sem citar Frida Kahlo. Suas obras são repletas de cores e cara uma delas tem o seu significado para a artista. Mas além dela, existe um grande conjunto de artistas que usam as cores para criarem obras sem igual. Você consegue imaginar uma Monalisa sem cor? Ou então qualquer outra obra que nos impressiona pela riqueza de cores e escolhas exatas na hora de criar. 

Na impressão, as cores também são fundamentais. De acordo com o tipo de material que será impresso é preciso criar testes de prova, saber se o material é adequado para a cor, enfim. É quase uma ciência 

 

Conclusão

Até aqui você pode entender mais qual a importância das cores como tecnologia para a arte. Sempre que for visitar uma galeria de arte, ou até mesmo um museu, fique de olho no que as cores podem proporcionar para a sua experiência. Tente imaginar como seria a arte se não fossem as cores. Isso não tira o peso das obras em preto e branco, mas mostram como as cores dão um novo olhar para a arte.