Não tem como pensar em sociedade sem lembrar da arte. A arte já estava presente desde os primeiros registros humanos na terra. A arte é uma forma das pessoas se expressarem. E por isso, ela serve como uma ferramenta de estudo, já que permite compreender melhor como cada povo viveu.

Com o passar dos anos, as técnicas e as tecnologias foram aumentando e se desenvolvendo. A arte rupestre se limitava apenas a pigmentos naturais e fáceis de serem encontrados na natureza. Sem falar que a tela para as pinturas eram as próprias pedras das cavernas. Já nos anos atuais, é possível encontrar artes que usam as cores e o brilho da tecnologia digital a seu favor, com você pode conferir melhor clicando aqui, em um texto publicado no blog sobre artistas que misturam arte e tecnologia

Um dos principais itens da arte que consegue demonstrar bem essa evolução são as cores. Como falado, a arte pré-histórica se limitava a poucas cores, como o ocre e o preto. Isso porque o ocre é a cor de terra, da argila. E o preto, é a cor do carvão. Com o desenvolvimento, o homem foi controlando melhor os materiais e descobrindo os elementos químicos. O conhecimento da química e da física permitiu novos produtos e equipamentos. E assim, as cores foram ganhando mais e mais opções. 

Neste artigo, você vai compreender melhor a evolução das cores e como a arte se transformou com isso.

 

Cor e arte: uma relação milenar

Apesar da cor na arte mostrar também a evolução humana, na natureza as cores sempre estiveram presentes. O céu azul, as árvores verdes e as diversas cores presentes nas flores sempre encantaram a todos.

Para entender melhor a relação entre a cor e a arte, é interessante saber um pouco sobre a teoria das cores. Até porque, as cores nas obras de arte, não são usadas de qualquer maneira, é preciso compreender bem para conseguir combinar e usar as cores a favor da arte.

A teoria das cores pode ser entendida como um estudo sobre as cores, que analisa desde como ela é interpretada pelo cérebro até sua aplicação em peças visuais. Ou seja, essa teoria serve para estudar e compreender como as cores agem na mente do ser humano. Essa teoria é importantíssima para qualquer artista, designer ou outros tipos de pessoas que trabalham com cores. Caso queira explorar mais esse assunto pode acessar o texto, Cor como tecnologia na arte, disponível em nosso Blog. 

 

O uso das cores na arte e as grandes evoluções artísticas

Há duas formas de expressões artísticas que conseguem mesclar muito bem a evolução com as cores: a fotografia e o cinema, que começaram de forma mais simples, no preto e branco, e com o passar dos anos e o avanço da tecnologia foi possível inserir cores nessas formas de arte.

Fotografia

A fotografia permite registrar a imagem de um momento real, através de uma exposição luminosa em uma superfície fotossensível. O primeiro registro fotográfico foi feito na França, em 1826, por Joseph Nicéphore Niépce. Mas, foram diversas descobertas que aconteceram que fizeram com que ao longo dos anos que tornaram a fotografia o que é. A química e a física foram essenciais nessa evolução

Durante quase 80 anos, as fotos eram registradas apenas em preto em branco. Até que em 1907, foi lançado o primeiro filme colorido. Nesse texto, você pode explorar mais as curiosidades e os fatos marcantes da história da fotografia.

Cinema

A criação da fotografia foi o primeiro passo para que fosse possível registrar uma imagem em movimento, ou seja, um filme. Não tem como pensar em cinema sem ligar a história da fotografia. Assim como na fotografia, o cinema começou com filmes preto e branco, no final do século XIX. Tornar os filmes coloridos foi um grande desafio. Tanto que alguns cineastas pintavam cada frame manualmente, na intenção de colorir seus filmes. Mas apenas em 1935 que o primeiro filme colorido foi para as telas do cinema, com o drama romântico Vaidade e Beleza que alcançou esse feito inovador para o meio cinematográfico.

 

Conheça 5 obras de arte que encantam por suas cores

Cinema: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Esse clássico filme francês é um queridinho cult. O filme de 2001, dirigido por Jean-Pierre Jeunet traz uma paleta de cores viva, usando e abusando de cores fortes como o vermelho, amarelo e verde.

Além do bom uso das cores, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain merece ser visto já que conta um ótima história romântica, divertida e até um pouco misteriosa. É importante também elogiar a fotografia do filme e a iluminação, que usou tons amarelados em cenas durante o dia e na noite, a iluminação tênue junto das cores vivas, não fez o filme ficar com um tom pesado e escuro.

É possível assistir essa obra de arte pela plataforma do Telecine.

Arte de Rua: Raoni

Arte de rua, ou arte urbana é uma das expressões artísticas mais acessíveis no mundo da arte. Se você algum dia já visitou as cidades portuguesas, ou é um português nativo, sabe bem que tem o privilégio de ter estado ou poder estar em contato com essa arte, que às vezes é manifesta de forma tão imponente. Como é o caso do mural Raoni. A obra inaugurada em 2017, está localizado em um prédio de cinco andares, na rua António Gedeão, na cidade de Lisboa.

O trabalho do artista brasileiro, Eduardo Kobra, retrata o rosto do índio Raoni, que é cacique de uma tribo brasileira chamada Caiapó. Além de toda a beleza e cores a obra  também faz uma crítica social. O artista aproveitou seu trabalho para alertar a todos sobre os problemas com os povos indígenas ao redor do mundo. Além disso, chama a atenção para uma maior preservação da floresta amazônica, assunto que tem estado em pauta mundialmente.

O artista brasileiro que mistura muita cor e 3D em suas obras, ficou bastante conhecido pelo seu enorme painel de 3 mil metros quadrados feito no centro do Rio de Janeiro, no Brasil. O mural Etnias pintado na zona portuária da cidade carioca foi lançado em 2016, para as Olimpíadas Rio-2016. Nesse link, você confere o belíssimo mural Raoni.

Arquitetura: Kuggen

O incrível edifício Kuggen, localizado na Suécia, conta um cinco andares de um designer único. E é claro, a arquitetura abusa das cores, dando mais um toque único e brilhante ao prédio. Além disso, o edifício é sustentável e sede da Universidade de Tecnologia de Chalmers. O edifício foi planejado pensando na construção ecológica e, por isso, a temperatura varia de 22 a 26 graus dentro do prédio além de explorar o máximo da iluminação externa.

As cores do belíssimo prédio fazem referência a cor das folhas, durantes as 4 estações do ano. Com isso, a paleta varia muito entre o vermelho, amarelo e verde.

O prédio foi concluído em 2011 e é um projeto do escritório Wingårdh Arkitektkontor, dos arquitetos Gert Wingårdh, Jonas Edblad, Charlotte Erdegard e Danuta Nielsen. Nesse link, você pode contemplar a beleza desse incrível ponto turístico.

Pintura: Terraço do Café na Praça do Fórum

O brilhante pintor holandês, Vincent Van Gogh, realizou obras espetaculares durante a sua curta carreira de 10 anos. Nesse período, ele pintou cerca de 900 pinturas e mais de 1100 desenhos. E em muitas das suas obras, ele usa as cores muito bem. A famosa tela A Noite Estrelada mostra a forma de pintar única do artista, que só teve seu talento reconhecido após a sua morte.

A obra Terraço do Café na Praça do Fórum consegue usar cores vibrantes, além de parecer que existe uma iluminação saindo das telas. Pintado em 1888, essa foi tem a primeira obra que o artista usou o céu estrelado, que é muito presente nas suas obras. O quadro retrata um café na Croácia.

Fotografia: A Menina Afegã

As fotografias mais famosas são, normalmente, em preto e branco. Mas a foto colorida tirada por Steve McCurry ficou mundialmente conhecida por ter trazido tanto sentimentos por apenas uma imagem. O fotógrafo faz parte do time da National Geographic e retratou a mulher afegã Sharbat Gula. A foto que traz as cores vermelha e verde foi capa da revista.

A foto foi feita quando Gula era uma criança e estava em um campo de refugiados no Paquistão.

Para conferir essa bela imagem, é só clicar nesse link.

 

Conclusão

Seja no cinema, na fotografia ou na pintura, ficou claro que as cores transformaram o meio artístico. A cor é muito mais do que um simples detalhe, ela é capaz de provocar sensações e sentimentos, por isso muitas obras usam e abusam das cores.

Na história da arte é possível se localizar pelo tempo só reparando o uso das cores e seus detalhes. É possível saber mais ou menos de quando é um filme de acordo com a aplicação das cores e a qualidade. Mas existem formas mais simples e eficazes de organizar o tempo, como a linha do tempo do Timelinefy, que transforma acontecimentos históricos em informações acessíveis e de fácil compreensão. Com ele é possível contar histórias e completar a experiência de uma ida ao museu ou galeria urbana. É um jeito mais descomplicado de entender a história daquilo que você está vendo como arte.